Instalação do Ourinhos Plaza Shopping impõe novos desafios aos lojistas do centro

A inauguração do Ourinhos Plaza Shopping, prevista para a primeira quinzena de julho, tem gerado grande expectativa na população. Entre os comerciantes, o novo espaço de compras tem dividido opiniões, mas a maioria aprova a instalação do shopping e não acredita que isso possa causar prejuízos. Foi o que constatou a reportagem do Jornal Biz em conversa com lojistas do centro da cidade.

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Desde o início da obra, o projeto tem sido apontado pelo prefeito Lucas Pocay (PSD) como uma possibilidade de geração de empregos para os ourinhenses. Segundo ele, o empreendimento deverá ofertar em torno de 1000 novas vagas de trabalho. O prefeito busca, de forma exaustiva, capitalizar politicamente o novo empreendimento, como se tratasse de uma obra pública.

Shopping terá 12.300 m2.
Na última quinta-feira, 21, Shopping realizou entrega simbólica de chaves para alguns lojistas. | Foto: Assessoria Shopping Plaza Ourinhos

Para Lourival Fiorino, proprietário da Visual Calçados, “a cidade precisa de um shopping, ele vem pra somar”. O empresário destaca o atual perfil do consumidor: “Hoje os clientes querem conforto, e o shopping oferece isso”. Lourival lembra também que hoje existem muitos pontos comerciais fechados no centro da cidade, e atribui essa realidade à grave recessão econômica que o país vive há anos: “Estamos lutando na esperança de melhores dias, mas não tem sido fácil”, explica.

“Hoje os clientes querem conforto, e o shopping oferece isso”, diz Lourival.

Com a vinda do shopping, alguns lojistas estão investindo em suas instalações, na apresentação das vitrines ou ampliando o espaço das lojas na tentativa de oferecer mais conforto aos clientes. “O shopping é bonito e as pessoas também querem lojas no centro com boa aparência”, diz Lourival, com a experiência de quem trabalha vendendo sapatos há quase 50 anos. Recentemente ele mudou sua loja do Calçadão para outro prédio mais espaçoso, também na rua Paraná.

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José Roberto Andolpho, da Relojoaria Suíça, concorda que as lojas “de rua” vão precisar se modernizar, reformar as fachadas e treinar melhor os funcionários para atrair os clientes.

“Eu não estou preocupado. As lojas de rua têm o seu lugar, o seu espaço. Em outras cidades onde se construiu shopping também foi assim. As coisas são dinâmicas, os espaços se transformam”.

José Roberto, da Relojoaria Suiça.

Ele acha caro o aluguel dos espaços no shopping, mas não descarta a possibilidade de um dia instalar uma filial de sua loja lá. Com sua relojoaria instalada a quatro quadras do shopping, José Roberto acredita que o ideal seria uma intervenção urbana no trecho que liga o novo espaço ao centro da cidade: Esses quarteirões precisam ser revitalizados, formando um corredor do shopping até o calçadão, um espaço bonito para passear”.

Apesar da expectativa da população em torno da criação de empregos oferecidos pelo shopping, nem todos acreditam que as coisas serão fáceis. Marli Faustino Pereira, há 13 anos estabelecida no Café do Shopping Cinemarti, no centro da cidade, reclama da falta de oportunidades para os jovens. “Eles se formam e precisam ir embora daqui para trabalhar. É preciso trazer indústrias, o shopping não vai dar emprego pra todo mundo”, lamenta.

“O shopping não vai dar trabalho para todo mundo”, lembra Marli.

Ela fez as contas, e viu que seria difícil instalar o seu negócio no shopping por causa do alto custo do aluguel: “Teria que aumentar muito o valor do cafezinho para compensar, aí ninguém compra”.

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O empresário Beto Dalacqua, do ramo ceramista ourinhense, acompanhou o processo de mudança do perfil comercial de Bauru. A cidade inaugurou seu primeiro shopping em novembro de 1989, e desde então a região central, nos arredores do calçadão da rua Batista de Carvalho, sofreu severas mudanças.

“Em Bauru, o centro antigo morreu”, diz Dalacqua.

“Quando eu estudava lá, na década de 1990, o calçadão fervilhava, era o centro comercial de Bauru e região. Com a abertura do shopping, muitas lojas foram se instalar na avenida Getúlio Vargas, ao lado do shopping. O centro velho morreu”, diz Beto, que continua frequentando a cidade, já que dois de seus filhos estudam lá.

O restaurante Giovani estará no novo shopping.

Um dos restaurantes tradicionais da cidade, o Giovanni, já reservou seu espaço na praça de alimentação do novo shopping. A proprietária Ana Caroline Ronceti dos Santos acredita que de início o comércio da região central poderá ter algum prejuízo, mas com o tempo isso deve mudar. Segundo Ana Caroline, os benefícios com a criação de empregos e aquecimento da economia local vão superar os problemas iniciais. A instalação de mais uma filial Giovani deve gerar 10 novas vagas de emprego.

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O presidente do Sincomerciários (Sindicato dos Empregados no Comércio) de Ourinhos e região, Aparecido Bruzarosco, ficou surpreso com a grandiosidade da obra: “Foram feitas muitas mudanças no projeto inicial, ficou maior”. Como os shoppings atuam com horários diferenciados, o sindicato será obrigado a fazer uma convenção coletiva específica para esses trabalhadores, como acontece em todas as cidades: “Quando a pessoa vai trabalhar num shopping ela já sabe que é um horário diferenciado, nos finais de semana e feriados. O Sindicato vai continuar fiscalizando e sendo rigoroso na defesa dos direitos dos trabalhadores”.

Bruzarosco torce para que Ourinhos saiba capitalizar com o novo empreendimento.

Bruzarosco torce para que Ourinhos saiba capitalizar, aproveitando os benefícios proporcionados pelo novo empreendimento. “Nossos empresários são experientes e vão saber como oferecer o melhor para a cidade. O sucesso do shopping será da comunidade, com mais empregos, novas lojas e um local diferenciado para compras”.

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