Seca traz prejuízos ambientais e para o turismo da região

Represa de Chavantes está com apenas 13,64% de volume útil armazenado, diz CTG Brasil

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Além dos prejuízos ambientais, a seca pode provocar uma crise sem precedentes no turismo da região. O rio Paranapanema, que divide os estados de São Paulo e Paraná, está com capacidade abaixo de 20% na região de Chavantes. A diminuição da vazão de água em época de piracema como a que vivemos, significa a morte de milhares de peixes. A lama aparente e os peixes mortos trazem mau cheiro que afastam os turistas das pousadas e hotéis existentes na região, especialmente em Ribeirão Claro, no complexo conhecido como Angra Doce.

Nível da represa de Chavantes hoje era de 13,64%, segundo a CTG.

Segundo a CTG Brasil, empresa que administra as hidrelétricas na região, em Avaré, na represa de Jurumirim, o reservatório opera com apenas 13,92% do reservatório. O pior está na usina hidrelétrica de Capivara, na divisa entre São Paulo e Paraná, onde o rio tem apenas 8,04% de sua capacidade.

Marinas em Chavantes tem trabalho dificultado pelo baixo nível da represa.

De acordo com ofício encaminhado no último dia 10 pelo deputado federal Capitão Augusto (PL) ao Procurador da Republica responsável pela defesa do  Meio Ambiente, além da seca que atinge a região, a baixa no Paranapanema está sendo causada pelo envio de água das jusantes das represas de Jurimirim, Chavantes e Capivara para a Usina Itaipu, responsável pela geração de energia elétrica para o sudeste do país.

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Conforme o documento, “a determinação da vazão de maneira exagerada e sem critérios, como leva a cabo a Agência Nacional de Águas, bem como o Operador Nacional do Sistema, levará ao caos nos Municípios Paulistas e Paranaenses”. O deputado pede providências para a crise.

Nos anos 1980, quando houve o represamento do rio Paranapanema e Itararé para a criação da hidrelétrica, aconteceu considerável prejuízo ambiental, com o desaparecimento de espécies de plantas e animais e alagamento de terras que trouxeram dificuldades para os proprietários. Nos anos seguintes, a natureza foi aos poucos se recompondo, e várias espécies de peixes foram sendo reintroduzidas nos rios. As cidades que tiveram territórios alagados foram se dedicando ao turismo, e empresários criaram hotéis e resort em um cenário onde a natureza é exuberante.

Hidrelétrica de Chavantes em janeiro de 1971. | Foto: MemoriaParanapanema

Ocorre que, com a diminuição das águas do Paranapanema e consequente mortandade de peixes, o turista se afasta da região, provocando crise financeira e ambiental em uma área carente de recursos dos Estados de São Paulo e Paraná.

Não é só esta região que sofre as consequências da seca. A represa de Furnas opera com apenas 18% de sua capacidade, colocando em risco a distribuição de energia para o país.

Ambientalistas tem ressaltado que a região sudeste do país sofre com alterações climáticas como a falta de chuvas e altas temperaturas provocadas também pelo desmatamento na região Amazônica.

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A perspectiva ambiental para os próximos anos não é nada favorável. São necessárias a adoção de  formas alternativas de geração de energia que não dependam da água dos rios e não prejudiquem a natureza e a sobrevivência dos moradores da região.

O Jornal Biz enviou diversos questionamentos à Assessoria de Comunicação da CTG Brasil, como as consequências da seca para a piracema, médias dos volumes dos reservatórios em anos passados e os motivos para o rebaixamento das represas, mas a empresa não respondeu. Sobre o aumento na vazão a CTG informou que “por determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), aumentou, no dia 2/12/2020, a vazão defluente, com vertimento, da UHE Chavantes, de 600 m³/s para 900 m³/s. E, no dia 10/12/2020, também por determinação do ONS, a empresa reduziu a vazão defluente da usina para 580 m³/s e cessou o vertimento”.

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