O Poder público longe da população

Foto: capital.sp.gov.br

Chamou-me a atenção dias atrás uma reportagem sobre plano de se excluir a figura dos cobradores de ônibus nas empresas de transporte. Há a intenção de governos de se apoiar esta antiga reivindicação.

Quando o poder público apoia uma iniciativa como esta, mostra como está distante da população. Cobrador de ônibus não fica sentado, só cobrando. Ele ajuda o motorista em vários tipos de situações. Por exemplo, em cidades onde se usa o Bilhete Único, quem não tem este bilhete paga como? Cobrador é um grande auxiliador dos passageiros também. Ele é quem avisa ao motorista se todos que queriam descer do ônibus já o fizeram. Quando o ônibus está muito cheio, o motorista não consegue enxergar as pessoas descendo. Outro ponto: algum prefeito sabe quantos ônibus quebram e quem ajuda o condutor neste caso? Quem auxilia os deficientes a entrar e descer?

Este é um exemplo de distância entre quem cobra tributo e quem paga. Prefeito, governador e presidente não usam ônibus. Transporte é algo extremamente importante para a população, visto que quem o usa, o faz para ir ao trabalho, para faculdades, para ir ao médico.

Num país onde não se tem dinheiro para necessidades básicas como educação e saúde, podemos ver o STF fazendo licitação para comprar lagosta e Uísque. Para ter tal atitude, tem de se estar muito longe do que acontece nas favelas e no semi-árido.

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No Brasil persiste a ideia a quem chega ao poder, de que as benesses e tudo que um cargo público oferece, é dele. Não é! É do povo.

Imaginemos que há 513 deputados federais com 52 assessores cada. Um deputado precisa disso? Gerar empregos quase que como uma empresa de médio porte? Com dinheiro do povo brasileiro, necessário que se diga.

Veja o caso do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que pretende gastar 23 milhões a mais por ano porque quer um prédio novo, que seja mais próximo do Supremo para fazer seu trabalho. Isso nos dias de hoje, em que há internet, telefone com IP, em que não importa tanto a localização do trabalhador.

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Citemos também o caso da senhora Michelle Bolsonaro, que gastou R$330 mil para reformar o ambiente onde trabalha.

É distante! Muito distante da sua população.

O poder público, vendo as dificuldades do povo, deveria mostrar que está no mesmo barco. A sociedade deveria enxergar que quem a administra está sofrendo junto.

Isso não acontece. Governos mostram o abismo existente entre eles e seu povo.

Assim sendo, estamos fadados a um grande insucesso. A população precisa cobrar, e não apenas assistir a esses descalabros cometidos.

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