“Moto Fest deve acontecer em outro local”, diz vereador

Imagem: redes sociais

“Moto fest foi um show de horrores, um insulto às autoridades e humilhou os moradores”, disse o vereador Sargento Sergio

Apesar das reclamações dos moradores vizinhos ao recinto da Fapi sobre o barulho provocado pelo Moto Fest, este ano o evento aconteceu da mesma forma, e foi novamente alvo de muitas críticas.  O prefeito Lucas Pocay (PSD) não só autorizou a realização da festa como bancou o patrocínio, no valor de R$ 75 mil reais, repassados para o empresário Reinaldo Guaiquer, o Pica pau.  Além desses recursos, o espaço foi cedido gratuitamente e houve cobrança de estacionamento.

Nas redes sociais, reclamações do excesso de barulho e apatia das autoridades.

Pressionado pelas reclamações de munícipes, em agosto o vereador sargento Sergio (PRB) organizou uma reunião com representantes das Polícias Civil e Militar, Prefeitura e o responsável pelo Moto Fest, Reinaldo Guaiquer, onde ficou decidido que haveria intervenção e fiscalização eficazes. Quem acreditou se enganou.

O Jornal Biz, em matéria publicada no final de agosto, alertou para o fato de que o recinto da Fapi não possui uma regulamentação de uso, o que favorece os desmandos. Afinal, na falta de lei, vale tudo. Em maio de 2018 os vereadores Alexandre Zóio (PRB) e sargento Sergio apresentaram o Requerimento nº 1465, solicitando à Prefeitura a criação de Regulamento para o uso da Fapi.

Até hoje, mais de um ano decorrido,  o prefeito Lucas Pocay não apresentou estudo sobre o assunto.

Na verdade, em Ourinhos os espaços públicos são utilizados politicamente, para agradar aos “amigos” dos políticos de plantão, que realizam eventos com dinheiro público e nem precisam prestar contas.  Quem autoriza o uso do espaço da Fapi é o prefeito, que tem se beneficiado com a falta de regulamentação e tem ignorado as reclamações.

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Se não bastasse o ruído incessante das motos durante os três dias do evento, o vereador Vadinho (PSDB) denunciou na última sessão da Câmara, dia 9, a falta de prestação de contas dos recursos que Pica pau recebeu para fazer a Moto Fest (75 mil reais) e a Fapi (um milhão, duzentos e vinte mil reais) dos anos de 2018 e 2019. Durante a sessão a sra. Maria Celia Paganelli Ribeiro, moradora do Jardim Ouro Fino, entregou carta que foi lida pelo vereador Vadinho, pedindo a interferência do Legislativo para que a Moto Fest não mais aconteça no espaço da Fapi, que está cercada por bairros populosos.

Vereador se mostrou indignado com a falta de respeito do realizador do evento para com a população.

Os vereadores Sargento Sergio, Cido do Sindicato (PSD) e Vadinho também falaram sobre o assunto. “Foi um show de horrores, um insulto às autoridades e uma humilhação para os moradores da vizinhança”, disse Sérgio, continuando que “foi um erro a administração municipal permitir que o evento acontecesse. Houve um comprometimento da imagem política e com certeza também haverá consequências jurídicas”, concluiu.

Cido do Sindicato disse que o evento precisa ser realizado em um local onde não perturbe o descanso de ninguém. “O Moto Fest deve acontecer em outro local”, pontuou. O vereador também disse não ter dúvidas de que empresários da cidade, principalmente do setor hoteleiro, têm interesse na manutenção do evento, e fez um desafio: “vamos realizar a próxima edição do Moto Fest em outro local”, com o apoio de todos que se beneficiam economicamente do evento.

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Vadinho leu a carta escrita por Maria Celia Paganelli, falando sobre as regras e leis que não estavam sendo cumpridas para a realização do Moto Fest. “Como é que a Prefeitura autoriza uma pessoa (Pica Pau) realizar a Fapi e o Moto Fest, sem as prestações de contas de anos anteriores?”. O vereador também falou de uma postagem feita no Facebook onde a internauta diz que autoridades ourinhenses não mandam nada. “Em Ourinhos autoridade é só pra receber elogios e vestir terno. Bando de frouxos!“, bradou o vereador, lendo a publicação.

“Como é que a Prefeitura dá R$75 mil para um evento que não presta contas para a população?”, indagou Vadinho.

Curiosamente, o vereador Cícero Investigador (PRB), que mora em frente ao recinto, não se manifestou sobre o assunto. Em 2017, em seu primeiro ano na Câmara, Cícero disse que “o Moto Fest não é uma festa e sim uma competição de quem perturba mais”, e foi além: “No evento de Ourinhos ninguém conversa, porque o ruído das motos não permite”.

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Um novo olhar para o Parque Olavo Ferreira de Sá

Com a implantação de um novo condomínio nas imediações do recinto da Fapi, é preciso que a Prefeitura olhe de forma diferente para aquele espaço. Numa região onde o calor impera a maior parte do ano, aquele lugar que tem o nome de “Parque” poderia ser tratado como tal.

Imagem: Prefeitura de Ourinhos

Ao invés de apenas ser utilizado para realização de eventos com som amplificado que perturbam o sossego, o Parque Olavo Ferreira de Sá poderia receber quadras e equipamentos esportivos, parque infantil, atividades educacionais. A implantação de um jardim botânico também poderia auxiliar a tornar a temperatura na cidade mais amena, e seria uma boa opção de lazer para todos.

Moto Fest Ourinhos | Imagem: Youtube

Tem quem goste

As redes sociais “bombaram” com reclamações de pessoas que se sentiram incomodadas com o barulho durante o Moto Fest. Dentre os que apoiam o evento, a justificativa é de que a iniciativa traz dinheiro para a cidade, movimentando hotéis e restaurantes. Porém, é preciso refletir sobre o direito ao sossego e ao descanso dos moradores dos bairros vizinhos. É bom lembrar um ditado popular que diz que “Seu direito acaba quando começa o do outro”.

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