Regulamento de uso da Fapi ignora reclamações de moradores

Fapi e Moto Fest são dois grandes eventos que acontecem no Recinto de Exposições.

O prefeito Lucas Pocay (PSD) instituiu através do Decreto 7089/19 um regulamento para uso do Parque de Exposições “Olavo Ferreira de Sá”, datado de 18 de janeiro deste ano. Como a legislação não passou pela Câmara, a publicação acabou “escondida” no Diário Oficial, apesar da polêmica que envolve o assunto.

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O Decreto assinado pelo Prefeito não resolve o problema enfrentado pelos moradores, uma vez que não há menção sobre as atribuições de fiscalização do nível de ruído, e os espaços não possuem proteção acústica. Além do barulho excessivo, também houve denúncias de falta de prestação de contas por parte da empresa Extreme Motors, que realizou a FAPI e o Moto Fest, com grande colaboração de recursos da Prefeitura.

Fonte: Leis Municipais ourinhos.sp.gov.br

A recente realização da Moto Fest e as reclamações de moradores que residem próximos ao recinto da Fapi renderam debates entre vereadores e críticas à Prefeitura, que não fiscalizou o volume do som emitido pelas centenas de motos durante os três dias do evento. Um dos problemas apontados seria a falta de regulamentação do uso do espaço, que é ocupado há décadas apenas com autorização da Prefeitura, sem que existissem normas para sua utilização. Porém, a publicação do Decreto não resolve o problema, pois o texto não especifica o tipo de evento que será autorizado, nem tampouco quem fiscaliza ou as penalidades previstas em caso de abuso ou problemas com o patrimônio.

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O Decreto especifica as locações dos espaços existentes no local, inclusive do estacionamento, que poderá ter cobrança. As taxas deverão ser recolhidas 15 dias antes do evento. A limpeza do recinto após seu uso e a responsabilidade pela segurança também são atribuídas a quem estiver fazendo uso do Parque. Despesas com energia elétrica em eventos de grande porte (acima de 1500 pessoas por dia) deverão ser bancadas pelo realizador.

Ao invés de apenas ser utilizado para realização de eventos com som amplificado que perturbam o sossego, o Parque Olavo Ferreira de Sá poderia receber quadras e equipamentos esportivos, parque infantil, atividades educacionais. A implantação de um jardim botânico também poderia auxiliar a tornar a temperatura na cidade mais amena, e seria uma boa opção de lazer para todos. | Imagem: Prefeitura de Ourinhos

A instituição dessas normas através de Decreto parece coisa “para inglês ver”, já que o texto ignora que o Parque Olavo Ferreira de Sá está situado em área urbana e com milhares de residências, e o principal problema com seu uso está na falta de fiscalização do volume do som durante os eventos.

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