Ourinhos amarga pior pontuação da história no Programa Verde Azul

Podas drásticas são comuns em Ourinhos, e a fiscalização da Prefeitura é falha.

Ourinhos fez feio nas últimas edições do Programa Município Verde Azul, uma ação do governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Meio Ambiente, que existe desde 2007. O objetivo é apoiar e medir a eficiência dos municípios na gestão ambiental.

Lago da ‘Unimed’ está abandonado há anos.
Fonte: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/verdeazuldigital/pontuacoes/

A gestão do prefeito Lucas Pocay (PSD) por dois anos seguidos não conseguiu a pontuação mínima para receber o Selo. Em 2017 amargamos o 357º lugar dentre os municípios paulistas, em 2018 conseguimos melhorar, chegando ao 268º lugar, mas 2019 está um desastre: 430ª colocação.

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A Câmara Municipal aprovou o Requerimento 405/2019 do vereador Edvaldo Lúcio Abel, o Vadinho, (PSDB) solicitando informações sobre os motivos que levaram à péssima classificação ourinhense, e a resposta foi pouco esclarecedora. Em resposta ao Legislativo no dia 27 de março, a Prefeitura informou que, nos anos em que Ourinhos havia conseguido o Selo Verde Azul foi devido ao envio de informações “inverídicas”. Segundo a Prefeitura, a “atual gestão optou por incluir apenas informações verídicas que foram efetivamente realizadas”, o que justificaria a atual nota baixa.

O requerimento de Vadinho e a resposta da Prefeitura.

Em contato com o Jornal Biz, um ex-funcionário da secretaria de Meio Ambiente durante o governo Belkis Fernandes (MDB), disse que a informação da atual gestão “é mais uma desculpa e tentativa de arrumar intriga”, e que está verificando a possibilidade de acionar judicialmente a atual administração.

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O orçamento da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico Sustentável deste ano é superior a R$10 milhões, e mesmo assim a cidade de Ourinhos caiu 162 posições no ranking estadual de municípios.

Os temas tratados pelo Programa Verde Azul são: Esgoto tratado, resíduos sólidos, biodiversidade, arborização urbana, educação ambiental, cidade sustentável, gestão das águas, qualidade do ar, estrutura ambiental e Conselho ambiental.

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A administração municipal tem recebido críticas com relação à arborização urbana, que na avaliação do Programa recebeu nota “zero”.  Para construir ciclovias foram cortadas árvores adultas e sadias, e tem sido prática comum o aumento da área pavimentada, em detrimento da criação de espaços permeáveis como parques e praças. O abastecimento de água em Ourinhos é motivo para reclamações constantes, e a população tem usado as redes sociais para criticar, denunciando as dificuldades com as interrupções no fornecimento. Apesar das promessas, o esgoto produzido na cidade ainda não recebe tratamento, e o lixo continua sendo descartado em local impróprio, gerando multas pesadas e outras mazelas ao meio ambiente.

Em 2017, vazamento fez esgoto chegar ao rio Pardo. | Imagem; TV TEM

Em uma auto-entrevista publicada em sua página no Facebook no último dia 2, o prefeito Lucas Pocay falou das ações de seu governo sobre abastecimento de água, o aterro sanitário e esgoto. Lucas disse que encontrou graves problemas estruturais e administrativos na SAE, que “foram arrastados por muitos anos”, mas que a Prefeitura está investindo R$20 milhões no sistema de água de Ourinhos, para “preparar a cidade para os próximos 100 anos”. O prefeito também prometeu resolver a questão do aterro com a construção de uma Central de Transbordo de Lixo, e que vai fechar o local que recebe lixo atualmente, localizado ao lado do aeroporto. O problema do esgoto será resolvido por uma empresa privada, através de concessão pública.

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O corte de árvores e a impermeabilização de grandes áreas, na implantação de ciclovias, também foram criticadas.

Nas redes sociais, população se manifesta contra o corte de árvores sadias.Em contrapartida à falta de uma política ambiental por parte do governo, um grupo de voluntários chamado “Cidade Verde” tem se destacado com práticas de cidadania. Desde o início do ano, os integrantes já plantaram mais de 1000 mudas de árvores em áreas da cidade, e cuidam da rega e manutenção.

Na foto superior, o grupo Cidade Verde em ação de plantio de árvores no Jd São Silvestre. Na inferior, limpeza de áreas próximas da ciclovia no Jd Santa Fé.

Além do projeto de arborização, o grupo também já realizou a limpeza do lago do Royal Park, retirando plantas aquáticas e lixo, e até limpou uma grande área de ciclovia, recolhendo o lixo encontrado.

Enquanto a Prefeitura procura e não encontra “informações verídicas” para repassar ao Programa Verde Azul e melhorar a nota da cidade, o grupo “Cidade verde” dedica-se à prática dos projetos ambientais.

Que bonito!

Quando o assunto é gestão ambiental, São Pedro do Turvo destoa dos municípios da região, e alcança o 3º lugar entre todos os municípios paulistas no Programa Verde Azul. Na cidade, o planejamento das ações ambientais vêm de longa data. O tratamento de esgoto, por exemplo, foi iniciado na década de 1990, pelo ex-prefeito José Carlos Damasceno. Ao retornar à Prefeitura em 2013, Zé Carlos decidiu implantar o Projeto Água Limpa, para o tratamento de esgoto no bairro da Água Suja, que é praticamente um distrito de São Pedro. Foram investidos R$650 mil num sistema de tratamento através de biodiscos. Segundo o ex-prefeito, a construção de uma lagoa de decantação custaria quase R$7 milhões.

Fonte: https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/verdeazuldigital/pontuacoes/

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