Novo livro de Euclides Rossignoli chega às bancas no dia 20

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Foto: arquivo pessoal Euclides Rossignoli

Cinco anos após o lançamento do seu primeiro livro, o professor Euclides Rossignoli surge agora com mais um volume de crônicas, inspiradas principalmente nas lembranças do menino que cresceu brincando nas ruas e nos campos de futebol da Vila Margarida.

Expressão de um olhar sensível sobre o cotidiano, a crônica é um gênero singular, que se apresenta, como aponta o crítico José Castello, impregnada de certa “mestiçagem”:  se para alguns está mais próxima do jornalismo, para outros é pura literatura, situada no limite impreciso que separa, ou não, a ficção da realidade. Mas, para além das discussões teóricas, o que se sobrepõe é o pleno domínio da narrativa, a habilidade no trato com as palavras. É o que se confirma em Outras Coisas, de Euclides Rossignoli, que estará disponível nas bancas e no Sebo da rua Antonio Carlos Mori a partir do dia 20 de outubro.

Formado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e professor em diversas escolas de Ourinhos e da região, Euclides sempre esteve ligado à política, e chegou a se eleger vereador em 1983. Portanto, não é de se estranhar que o assunto também seja tema de seus textos. Em Outras Coisas, a política divide espaço com as memórias de quem nasceu e viveu o cotidiano dos trabalhadores da estrada de ferro. O pai era ferroviário, e a Vila Margarida era habitada principalmente por empregados da ferrovia.

“As crônicas foram escritas entre 2000 e 2017. Dei preferência a temas que se referem a Ourinhos, mas tem coisas que não se relacionam diretamente com a cidade”, explica Euclides.

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Se o assunto é política, a ferrovia ou os tipos populares que despontam em suas crônicas, o fato é que Euclides Rossignoli presenteia os leitores com histórias que proporcionam “prazer e encantamento”, como define com precisão a professora Neusa Fleury Moraes no texto de apresentação do livro. “Ourinhos se prepara para comemorar seu centenário, e nada mais reconfortante do que iniciar essa agenda com o refinamento bem humorado e irônico das crônicas de Euclides Rossignoli, onde fatos e personagens do passado se confundem, muitas vezes, com a realidade dos nossos dias”.

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