Em entrevista, o candidato a deputado federal Mário Ferreira fala sobre seus projetos

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Mário Ferreira foi o primeiro entrevistado na série de reportagens do Jornal Biz com os candidatos a deputado estadual e federal de Ourinhos.

O Jornal Biz iniciou esta semana uma série de reportagens com os candidatos a deputado estadual e federal de Ourinhos, com objetivo de ajudar o eleitor a conhecer melhor os participantes da eleição que acontece em outubro.

O primeiro entrevistado foi o empresário Mário Ferreira, candidato a deputado federal pelo PT, e a conversa foi transmitida ao vivo pelo Facebook. Ele foi entrevistado pelo diretor do Jornal Biz, Bernardo Fellipe Seixas, na manhã do dia 23.

Quem é Mário

Nascido na área rural de Jacarezinho, filho de lavrador e costureira, Mário trabalhou na roça até os 15 anos. Estudou contabilidade, produção gráfica, ciências biológicas, farmácia bioquímica e foi professor de cursos colegiais e em faculdades. Começou a trabalhar em laboratório em 1980 e há mais de 20 anos é dono do Laboratório Santa Paula.Líder estudantil, lutou contra a ditadura e participou ativamente do movimento Diretas Já!. Foi candidato a prefeito de Ourinhos em 2016.

Mário Ferreira disputa uma vaga para deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, e durante a entrevista defendeu projetos implantados pelos governos petistas: “O PT fez uma grande transformação no Brasil e até os adversários admitem. Em Ourinhos podemos citar a UPA, o SAMU, as ‘supercreches’, as famílias beneficiadas pelo Bolsa Família. Além disso só em Ourinhos foram cinco mil casas pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Hoje o governo dificulta a construção de casa, pedindo 20% para poder iniciar ou construir, e o povo está sem dinheiro. Quem reclama do atendimento da UPA deve saber que o governo do Estado de São Paulo nunca cumpriu sua parte no acordo de financiamento do programa, que era 50% federal, 25% estadual e 25% municipal. Os municípios estão tendo que pagar a conta do Estado”.

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Mário defende a candidatura de Lula

O que está se fazendo com o Lula é uma perseguição, é um processo político para impedir que ele participe das eleições. O mundo todo já sabe disso. Mesmo com as condenações injustas em primeira e segunda instâncias, ele não perdeu os direitos políticos. O Comitê de Direitos Humanos da ONU determinou que o Brasil cumpra a lei e permita a participação de Lula nas eleições. O processo dele cabe recurso, e enquanto tiver essa prerrogativa ele tem direito a disputar as eleições”, afirmou, concluindo que “O Judiciário brasileiro tem falhado muito no país. Ele permitiu, por exemplo, o golpe contra a Dilma. Ele permitiu que o Eduardo Cunha ficasse na Câmara e conduzisse o golpe. Sem a participação do STF isso não teria acontecido. A candidatura do Lula é defendida por quase 40% dos brasileiros. Vamos lutar até o final pela candidatura dele”.

Propostas de Mário

Quanto às ideias e projetos que pretende apoiar caso seja eleito, Mário Ferreira enumera como principais pontos a redução das desigualdades sociais, que incluem mudanças no sistema tributário e no atual modelo econômico, e investimento em educação:

“Quero trabalhar para reduzir as desigualdades sociais. Não é possível um país crescer, onde 5% da população tem renda equivalente aos outros 95% mais pobres. Seis famílias brasileiras têm renda equivalente a 100 milhões de habitantes. Tá errado, isso não permite que o país se desenvolva”.

Mário critica a atual política econômica, responsável pela maior recessão da história do país: “Não podemos continuar com esse modelo econômico recessivo, só de corte de gastos, de tirar dinheiro da economia. Precisamos voltar a investir na economia para gerar crescimento”.

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Sobre mudanças no sistema tributário que poderiam auxiliar no aumento da receita e consequentemente no crescimento, Mário explica: “Cobra-se muito imposto de quem ganha pouco, e quase nada dos mais ricos. São muito tributados os produtos e serviços, enquanto a grande propriedade e o lucro do mercado financeiro são quase nada tributados. Um exemplo: Um banco, só no primeiro semestre deste ano, distribuiu 9 bilhões de dividendos para as 3 ou 4 famílias que são as donas do banco. Essas famílias que receberam essa fortuna não pagaram nem um real de imposto de renda, porque a lei brasileira diz que distribuição de dividendos não gera imposto. Agora o assalariado ou o profissional liberal são tributados na fonte. Precisamos mudar esse modelo”.

Mário é firme ao explicar a necessidade de investimentos em educação, pesquisa e ciência: “O retrocesso é violento… nunca vi nada pior do que vem acontecendo nos últimos anos. O mundo todo está investindo em ciência e tecnologia, e o Brasil tira recursos da área! Nossa região é das menos desenvolvidas do Estado, estamos esquecidos. Precisamos trazer um campus de universidade federal para cá”.

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Sobre o desinteresse pelo processo eleitoral, Mário explica: “Vamos buscar informação, não vamos desanimar. Houve uma grande campanha para colocar a política como uma coisa ruim, que as pessoas não devem participar. Essa ideia só interessa aos poderosos. Nós precisamos participar, discutir, cobrar os candidatos”.

Veja a entrevista na íntegra clicando aqui

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